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Ivo Ladislau
Desde os anos 70 vem se dedicando e trabalhando em pesquisas afro-açorianas e manifestações diversas pelo litoral do RS.

Compositor do Hit Coraçao de Reggae (Letra Ivo Ladislau, Musica Catuipe Jr.)

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12/02/2013
Periodo Escravagista

Segundo o autor Angolano Alfredo Diogo Junior, a escravatura não é um fenômeno específico da “colonização”. A história da antiguidade e da idade média dá-nos testemunhos evidentes de práticas sociais que estavam longe de significar ou legitimar a liberdade dos indivíduos.

O Brasil foi território português em que mais se evidenciou o trabalho escravo e onde ele adquiriu, realmente, preponderância econômica. Entre os africanos que aportaram no Brasil, visando mão- de- obra para a economia açucareira (introduzidos, tanto por holandeses, como portugueses) os negros de Angola ocupam lugar de relevo.

Houve, mesmo, um período em Angola, chamado de período brasileiro. Foram governar aquela cidade homens que mais teriam se distinguido na guerra contra os holandeses: Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros.

É opinião de Darcy Ribeiro que:

“O fracasso no aproveitamento do braço indígena, para os engenhos canavieiros, conduziu à escravidão do negro africano, igualmente tribal, mas, via de regra, mais evoluído culturalmente e socialmente e, por isso, melhor condicionado a servir como escravo. Acresce ainda que, vendo-se em terra estranha, depois de alquebrada sua vontade pelo o apressamento, pela travessia e pela separação da gente de sua comunidade e de sua língua, o negro sentia-se encorajado de fugir do eito. Para o Índio, tratava-se, tão somente, de ganhar o mato e voltar à própria tribo”

Ainda do mesmo autor, os primeiros negros, introduzidos no Brasil, alcançaram a costa nos últimos anos da primeira metade do sec. XVI. Compelido a integrar-se na sociedade nascente , o negro africano faz-se brasileiro, ao assumir a cultura tupi-portuguesa.Assim, ajustar-se à forma de vida,hábitos e costumes, já existentes no meio.

Ao tornar-se contingente maior da população agrária, o negro, submetido à rigorosa disciplina do trabalho escravo em condições de isolamento das fazendas, transformou-se em massa humana moldável à culturação.

Estritamente conduzido por vontade alheia em toda sua existência, o negro escravo destribalizou-se, rapidamente, perdendo suas características originais, sendo impedido de criar um mundo cultural próprio, ligado à sua tradição. Sua
Deculturação compulsória levou-o a mergulhar numa cultura espúria na qual ele apenas conseguia imprimir algumas originalidades.

“Nunca houve comércio escravagista diretamente da África para o Rio Grande do Sul” disse Rubem Neis.

A entrada de negros escravos, em São Pedro do Rio Grande do Sul, dá-se a partir da frota de João Magalhães (1725/27) que estabeleceu acampamento em São José do Norte.

A época da fundação do presídio militar no Rio Grande (1737) chegou inúmeros negros com o Brigadeiro Silva Paes. A estes, juntaram-se os vindo anteriormente sob o comando de Cristovão Pereira de Abreu. Os descendentes, bem como os que se instalaram nessas terras, por circunstâncias diversas desempenharam importante papel na formação e defesa do Rio Grande.

Esclarece Neis: “os escravos foram os pioneiros valorosos que precederam as famílias de seus donos na ocupação ainda perigosas de suas sesmarias”.

Com a criação das estâncias, o negro passa a ser utilizado como mão-de-obra no pastoreio, lavoura e, posteriormente, nas charqueadas.

Em 1780, a população de escravos, no Rio Grande do Sul, era de 5.102 (não computando negros livres).
Segundo o pesquisador Luiz Agnelo Chaves Martins- Tavares: ”a península era uma região “diferenciada”, além do citado a acima faziam o serviços de taipeiro, campeador, pastor de ovelhas e tosquiador, trabalhando muito bem com o artesanato da lã do cipó, eram pescadores e reparadores de barcos além de trabalharem para a igreja na construção, vide Osmar Capela que construiu a de Tavares. até Saint-Hi laire quando cruzou pela região em 1820 ouviu deles que queriam “permanecer” escravos, visto que tinham “serviço” e eram bem tratados”

No decênio farroupilha, os escravos foram libertados para servir a República “como soldados, artífices e colonos”. Durante este período,notabilizou-se ,nas armas, os Corpos de Lanceiros Negros. Fazendo-se a Paz de Poncho Verde, todos os cativos que serviram à causa rio-grandense, quer nos projetos de colonização, quer nas batalhas, receberam carta de alforria.

A partir de 1884, várias localidades libertaram antecipadamente, seus escravos, chegando a ser, o Rio Grande do Sul, 1887, a província brasileira com o maior número de cativos.

O crescimento migratório europeu (alemães e italianos) diminuiu o percentual negro na população gaúcha. E pelo recenseamento de 1950 ,negros,mulatos ou pardos perfaziam 10,65% da população do Estado do Rio Grande do Sul.

       
 
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