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Marina Raymundo da Silva
Marina Raymundo nasceu na cidade de Taquara e é moradora da cidade de Osório.Professora com licenciatura em História.Cursou pós graduação em Folclore, mentora do Arquivo Público Municipal de Osório, sócia fundadora da Associação de Estudos Culturais e mais recentemente é membro da Comissão Gaúcha de Folclore.

Pesquisas desenvolvidas:
-Navegação Lacustre Osório Torres. 3ª 2014.160p.
-Viajando pelo M...Vizualizar perfil completo
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26/03/2016 Escritora professora Branca Diva Pereira de Souza-2ª parte
26/03/2016 Escritora professora Branca Diva Pereira de Souza-1ª parte
04/12/2015 Imagem centenária de Santa Catarina de Palmares do Sul
10/09/2015 Medalha Dante de Laytano
09/09/2015 Lançamento de livro A Coberta dalma no L.N. do Rio Grande do Sul
09/09/2015 Lançamento de livro Navegação Lacustre Osório-Torres- 3ª edição
06/02/2015 Revolução de 1923 em Conceição do Arroio
10/12/2011 O Vento e o tempo III-Uma linda Viagem pela Estrada do Inferno
30/11/2011 CONVITE
25/11/2011 O Vento e o Tempo .cap.II
 
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26/03/2016
Escritora professora Branca Diva Pereira de Souza-2ª parte

Família de Branca Diva.Foto por volta de 1896
Identificação da esquerda para a direita conforme registra a professora Francelina:
1º plano: Menino Fernando em uniforme de soldado; seu pai Leonel Pereira de Souza; menina Violeta com uma boneca no colo e sua mãe Francelina;
2º plano: Abraão; Branca Diva; Franco e mais três pessoas possíveis funcionários da casa, entre eles, descendentes de escravos.



O que se sabe sobre a família de Branca Diva que viveu em Osório por muitos anos, está relacionado à descendência de seu irmão Fernando.

Fernando Pereira de Souza nasceu no ano de 1889 e casou aos 45 anos de idade. Era fiscal sanitário do Estado do Rio Grande do Sul, mas sua paixão era a música aprendida com soldados que tinham por missão ensinar a tocar instrumentos para fazerem parte de bandas no Estado. Desta maneira foi criada a Banda de Tramandaí por soldados do Exército - Lembrando que em 1831 são criadas as bandas de música da Guarda Nacional, e esta arte se espalha pelo país.No século XX as bandas de música se transformam em uma das mais populares manifestações da cultura nacional: onde havia um coreto, existia uma bandinha, orgulho da cidade. Nas bandas, formaram-se músicos profissionais e amadores eruditos e populares, como Patápio Silva, Anacleto de Medeiros e Altamiro Carrilho, entre outros. (googleweblight.com / via www.funarte.gov.br)-. Fernando aprendeu a tocar clarinete. Chegou a produziu uma partitura musical em homenagem a sua irmã Branca Diva. Deixou os filhos Iolanda (empresária), Leonor (técnica em enfermagem), Iracema (funcionária pública), Getúlio (“Getúlio da Patrol”, assim conhecido em Osório e casado com dona Benta ou tia Benta, muito conhecida por ser cozinheira de “mão cheia”), Leonel (mesmo nome do avô, é cirurgião dentista que possui duas clínicas em Porto Alegre) e Francelina (o mesmo nome da avó, mãe de Branca, é professora de educação física aposentada e casada com o artista plástico Paulo Porcella).

Trajetória de Branca Diva:


Não se conseguiu apurar até quando Branca Diva ficou em Conceição do Arroio. Mas pelas dedicatórias aos sobrinhos, teve passagem por Santo Antônio da Patrulha.

Branca Diva era professora rural até 1908.Através da proposta governamental, passou a ser professora urbana entrando para o Magistério Público aos 24 anos, ao ter prestado concurso pelo programa das Escolas Rurais, integrou-o ao frequentar a Escola Complementar, onde recebeu o atestado de aluna-mestra.

Conforme Trindade, esta Escola Complementar enviou a Montevidéu no ano de 1914, professores e entre as alunas-mestras, Olga Acauan e Branca Diva com a missão de observar métodos de ensino seguidos nos estabelecimentos de instrução pública do Uruguai, referencial na área da educação.

Branca Diva permaneceu em Montevidéu por três anos, aperfeiçoando seus estudos nas Escolas Normal e de Aplicação e por lá diplomando- se, integrando-se à turma de educadoras ao ser aprovada em teorias e práticas, requisitos exigidos pelo decreto nº 2220 de 14 de novembro de 1914.

Ao retornar ao Brasil escreveu livro didático em parceria com Olga Acauan, adaptado da obra didática uruguaia de José Henriques Figueira “¿Quieres Leer?”. A obra escrita por elas foi embasada em uma técnica de alfabetização, cujo teor pedagógico foi digno de estudos comparativos entre “¿Quieres Leer?” e o livro de João de Deus “Cartilha Maternal”, publicada em 1876 em Portugal.

O livro, aprovado pela Comissão de Exames das Obras Pedagógicas em 1924, foi então indicado por essa Comissão para ser adotada na Instrução Pública do nosso Estado sob o título: “¿Queres Ler?”. Assim, as autoras passaram a ter sua obra didática aprovada pelo governo para estar entre outros livros de alfabetização adotados para as escolas gaúchas. Prova está que, Trindade, p.08 , refere Relatório da Instrução Pública do ano de 1929, dizendo que aparece na listagem dos livros adotados pelo governo a obra das autoras do “Queres Ler ?” .

Clicar no Álbum abaixo do texto e ver foto da capa do livro deste período.A mais antiga era em preto e branco com acanhada ilustração.Em edição posterior aparece uma capa melhorada, ampliando a ilustração em mais cores.

Depois, cessando a parceria com Olga Acauan, Branca Diva passou a escrever sozinha, então sob o título “Quero Ler”. Muitas edições foram publicadas pela Editora Selbach através dos anos, mas ainda não se sabe precisar a partir de que ano isto aconteceu,a respectiva tiragem das edições que atendiam toda a região escolar do Estado e quem é a linda menina que pousou para a capa.

Clicar no Álbum abaixo para ver a capa do livro "Quero Ler".

Além do livro “Quero Ler”, escreveu “Primeiras Leituras”,contendo textos auxiliares para o entendimento de ordem cultural, como por exemplo, as 4 estações, o cuidado com os animais, o sentimento patriótico, respeito à família, aos amigos.....

Clicar no Àlbum abaixo para ver a capa do livro "Primeiras Leituras".

A arroiense Branca Diva, conforme esclarecimentos de sua sobrinha Francelina Porcella, além de professora, foi diretora por vinte e um anos da Escola Elementar Souza Lobo, de 1918 a 1939. Também foi inspetora escolar. Morando no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, por três anos, alfabetizou o filho do presidente da República Getúlio Vargas. Em Porto Alegre morava no pensionato de irmãs no Bairro Independência. Muito religiosa e amiga de D. Vicente Scherer.

Faleceu no ano de 1956. Homenageando esta personalidade pelo seu trabalho dedicado à educação, uma escola do ensino fundamental no Bairro São Geraldo em Porto Alegre,recebe seu nome: Escola de Ensino Fundamental Profª Branca Diva Pereira de Souza.

Fontes de referência:
- Entrevista com Francelina Porcella .Ano de 2015
- Entrevista com Haidê Mamed
-Peres,ElianeTeresinha.Queres Ler? e Quero Ler. História da Educação.ASPHE/FaE/UFPel,Pelotas(6):89-103,out.1999
- Trindade,Iole Faviero.A Adoção da Cartilha Maternal na Instrução Pública Gaúcha./ www.FACED/UFRGS
- Texto com Biografia de Branca Diva –Escola do Ensino Fundamental Professora Branca Diva Pereira de Souza


       
 
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