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Letícia Menger
A precursora do TEDx na Bahia, coordenadora nacional da SEA (Aliança Internacional de Eventos Sustentáveis) e parte da ISO20121, que versa sobre sustentabilidade em eventos. A host do TEDxPelourinho foi uma das responsáveis pelo projeto de sustentabilidade de todo o TEDxSummit e também participou na criação do manual que servirá de guia para todos os eventos tedx mundiais....Vizualizar perfil completo
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18/05/2012
Microgeraçao


O primeiro passo já foi dado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), agora o Brasil precisa decidir se ‘cresce’ no mercado de microgeração ou se ‘desenvolve’ sua indústria de geração elétrica de pequeno porte, concluiu Fábio Rosa, presidente da ONG Renove que promove energias renováveis e geração distribuída no país, ao comentar a recente regulamentação da agência.

“A Aneel cumpriu o seu papel, agora é preciso continuar o debate e engajar governos e sociedade civil”, avaliou Rosa.

No dia 17 de abril, a Aneel criou regras permitindo que indivíduos ou empresas possam instalar pequenos sistemas de microgeração até 100kW e minigeração entre 101kW e 1MW de potência e ‘vender’ o excesso para as concessionárias por meio do recebimento de um crédito. Além deste estímulo, haverá um desconto de 80% durante 10 anos da taxa de conexão. A Aneel também deu até 17 de dezembro para as concessionárias nacionais desenvolverem padrões técnicos e comerciais para a instalação destes equipamentos.

Apesar de não haver uma estimativa compilada para microgeração no Brasil, o potencial é enorme, principalmente à medida que os preços dos equipamentos vêm caindo ao mesmo tempo que o preço da energia elétrica entregue pelas distribuidoras continua alto. Este potencial já foi percebido pelas empresas estrangeiras, que nas últimas três décadas vêm desenvolvendo tecnologia e fazem parte de um mercado multi-bilionário de painéis solares e geradores eólicos. Uma das primeiras a anunciar medidas concretas para entrar neste mercado foi a LG que dias após a publicação da regulamentação anunciou a abertura de uma unidade energias para vender e instalar painéis solares fotovoltaicos e solução de iluminação a base de lâmpadas LED. Mas a empresa não tem planos de abrir uma fábrica aqui.

Para Rosa, o Brasil tem a capacidade de não só desenvolver sua indústria para consumo local como para exportação.

“As empresas estrangeiras são bem vindas e o Brasil não pode desprezar a transferência de tecnologia, o conhecimento e o investimento que elas trarão”, explicou. “Mas eu acredito que temos a a tecnologia e a massa cinzenta instalada no país para desenvolver este mercado nacional com tecnologia nacional a usando nossa matéria prima”.

TECNOLOGIA NACIONAL

Além da energia solar fotovoltaica a microgeração poderá também contar com tecnologias solar por concentração, pequenas turbinas eólicas, geração por meio de biomassa a partir de resíduos urbanos sólidos ou esgotos e até de resíduos agrícolas, sem contar e outras tecnologias que ainda surgirão. No entanto, como foco, a tecnologia solar fotovoltaica poderá ocupar a primeira onda de microgeração no Brasil já que os preços internacionais dos equipamentos estão caindo mais de 20% ao ano e são de fácil instalação e compreensão pelos brasileiros.

No entanto, apesar de esforços recentes da própria Aneel e de algumas empresas elétricas como Cemig, CPFL e Eletrosul e da empresa do Eike Batista, EBX, a energia solar no Brasil não passa de esforço experimental. Segundo dados da Aneel, dos 117GW de capacidade instalada, 5MW, ou 0,004% do total, vêm de oito geradores solar fotovoltaicos operando no país. Isto se compara com os 65GW de capacidade solar instalada no mundo e com um país europeu, como a Alemanha que é campeão em geração fotovoltaica e um dos líderes da indústria com empresas abocanhando uma fatia US$100 bilhões do mercado mundial de energia solar fotovoltaica.

“A Alemanha e o Canadá fizeram a opção o papel do governo como orientador e organizador deste mercado não pode ser descartado”, lembrou.

Rosa acredita que está na hora do Brasil também tomar este rumo. Ele explicou que de um lado é preciso que o governo – por meio do do Ministério de Ciência, tecnologia e Inovação e o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio – precisam identificar os potenciais e gargalos para montar uma política industrial para a área e do outro a sociedade e as empresas precisam começar a incorporar o conceito de microgeração e preparar engenheiros e químicos para trabalharem nas indústrias de geração eólica, solar e biomassa, a três principais tecnologias para a microgeração.

De novo Rosa deu o exemplo do setor solar fotovoltaico.

“O Brasil é o maior fornecedor de silício bruto do mundo e exportamos para a China [que hoje domina o setor de fabricação de painéis fotovoltaicos]”, cutucou.

A Renove promoverá nos dias 22 e 23 de maio o 3º Microgerar que visa discutir a microgeração e inclusão social.

“Inclusão social é geração de empregos e a instalação de um indústria, mas também é a possibilidade levar energia para regiões isoladas do Norte, por exemplo, que hoje estão no escuro e contam com geradores a diesel até três horas por dia”, explicou.

No final do evento Rosa espera produzir um documento síntese para ajudar a coordenar as ações necessárias para este setor.

Fonte http://revistasustentabilidade.com.br/regulamentacao-da-microgeracao-pode-abrir-nova-industria-nacional-de-renovaveis/
       
 
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