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Paulo de Campos
Maestro, Bacharel em Composição e Regência, Licenciado em Educação Artística com Habilitação em Música e Pós-Graduado em Folclore em Nivel de Especialização pela Faculdade de Música Palestrina, onde foi também professor de Teoria Musical, Harmonia Elementar e Superior e Música de Câmara.

Começou sua carreira nos festivais estudantis em Pelotas e Porto Alegre, ao lado de Kleiton Ramil, Haroldo Campos, Quico Castro ...Vizualizar perfil completo
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  Paulo de Campos
 
03/08/2010
O ensino da música nas escolas



Pela proximidade do Fórum Internacional de Educação torna-se oportuna a reedição deste artigo publicado na terceira edição da revista de ensino, cultura e turismo Dois Pontos,e na Página de Cultura do Jornal Revisão, pois há necessidade premente de uma reflexão sobre o assunto. Afinal, agora o prazo é de apenas um ano para que a implantação do ensino de música seja efetivada em todas as escolas:

Segundo o Maestro Julio Medaglia, na década de 1930, Heitor Villa-Lobos ao ver a expansão dos meios eletrônicos de massa, o rádio e a gravação de discos, resolveu iniciar um projeto de ensino musical nas escolas. Pretendia, assim, proteger nosso povo de um possível ataque maléfico dessa emergente indústria da cultura, que ele chamava de música de repetição. Dizia que o brasileiro deveria ser municiado de informações musicais sólidas, pois poderia ficar refém dessa máquina, seguramente mais preocupada em comercializar seus produtos do que prestar serviços cultura nacional. Não se tem notícia de um raciocínio tão coerente e premonitório como esse, sobretudo quando se observa a realidade cultural atual.

Villa viajou ao interior - carregando um piano consigo - iniciando uma verdadeira caravana em prol da divulgação e do ensino de uma música de qualidade. Com o bom resultado da experiência/aventura, Getulio Vargas decretou a obrigatoriedade do ensino musical no país. Em seguida, criou-se o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico para a formação de professores, o qual Villa dirigiu até sua morte. Em 1972, o coronel Jarbas Passarinho, então ministro da Educação e Cultura, prestou um desserviço nação ao extinguir o ensino musical nas escolas, provavelmente temendo o poder feiticeiro, talvez subversivo da música.

Agora, através da Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008, a obrigatoriedade do ensino musical nas escolas foi aprovada rápida e unanimemente no Senado e na Câmara. O presidente Lula sancionou, dando três anos s comissões de ensino para se adaptarem s exigências pedagógicas estabelecidas em lei.

Não tenho visto movimento nem interesse em providenciar o cumprimento dessa lei. Sugiro aqui, que o assunto seja amplamente discutido no próximo Fórum Internacional de Educação que acontecerá em Osório, em agosto próximo.

A Educação Musical auxilia no desenvolvimento cultural e psicomotor, estimula o contato com diferentes linguagens, contribui para a sociabilidade e democratiza o acesso arte. Para especialistas, a aprovação da lei significa uma formação mais humanística dos estudantes, na qual serão desenvolvidas habilidades motoras, de concentração, memorização e a capacidade de trabalhar em grupo, de ouvir e de respeitar o outro.

Diante da necessidade da criação de um currículo, penso - baseado em experiências na sala de aula - que o mais coerente, num primeiro momento, seja a integração da música com as artes plásticas e cênicas dentro da disciplina de educação artística. Não deve haver o intuito nem a necessidade de se criar artistas virtuoses, e sim que se lhes dê a oportunidade do experimento, do contato e do prazeroso convívio com a música. Que se possa entrar numa sala de aula e exibir vídeos, CDs, fazer os alunos cantarem a música popular brasileira e conhecerem os hinos, a música erudita e a folclórica, alguns elementos básicos de sua linguagem e estrutura; tocar instrumentos simples, talvez até fabricados por eles mesmos.

Concordo com o que diz Medaglia: “É preciso abrir a mente dos jovens para muitas vivências sonoras e mostrar-lhes como é grande e colorido o mundo musical universal, bem diferente daquele que eles veem na televisão”. E que se faça isso rapidamente, antes que o processo de imbecilização coletiva via satélite ganhe essa guerra.
       
 
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